Educação e WEB 2.0
Produzindo material instrucional
Imagine que uma rede de ensino com centenas de professores (uma rede municipal, por exemplo) interessada em criar material instrucional para ser utilizado por seus alunos em versões digitais e em versões impressas. No paradigma tradicional de escrita destes materiais, um grupo muito pequeno produz o material, na maioria dos casos desconectada dos seu público alvo.
Com as possibilidades da web 2.0, este mesmo material pode ser produzido por um número maior de professores, notadamente aqueles que irão utlizar o material, logo uma produção mais conectada ao seu público alvo. Com um número maior de professores produzindo o material, coletivamente, o tempo entre produção-refinamento-1º versão beta [1] tende a ser menor e com maior probabilidade pruduzir-se um material mais adequado ao público que se destina.
Dadas as caracterÃsticas da produção do material, versões impressas podem ser geradas somente na quantidade real de uso (o que é muito legal para o planeta e para adiminuição dos custos) assim como na hora que realmente forem utilizadas, fazendo com que se use sempre a versão mais recente da obra.
Produzindo material em aula
Em ambientes colaborativos, a construção do material pode ser feita pelos próprios alunos e gerenciada e orientada pelos docentes. Isto é, aquela idéia familiar de educação centrada no ensino, dos alunos como “consumidores” do saber dos professores muda para uma educação centrada em aprendizagens, em solução de problemas reais, de se aprender somente o que é realmente necessário, aprendizagem por demanda! Em última análise, desenvolve-se mais as competências do que se transfere conteúdos didáticos.
Esta possibilidade (maior) de descentralização das atividades de aprendizagem (frisa-se, não de ensino) se torna possÃvel quando as aplicações não se encontram mais fixas num espaço-tempo (máquina na escola ou em casa, num certo horário) mas se encontram disponÃveis, virtualmente, em todos os lugares e tempos para os alunos. Um hardware como os notebooks do MIT, permitiria que os estudantes possam, a partir de seus dispositivos portáteis, acessarem as aplicações que estão na Web 2.0 independente de onde eles possam estar com os seus hardwares, a qualquer tempo.
Conclusão
Como procurei mostrar neste texto, ainda que não seja consenso que a web mudou de tal forma que mereça uma nova denominação, as novas aplicações que tem surgido, com uma certa velocidade, criam novas possibilidades para os processos e situações de ensino e aprendizagem. Possibilitam (ou forçam) a escola mudar o seu paradigma de funcionamento.
De uma escola centrada no ensino para uma escola centrada nas aprendizagens. De uma escola transmissora de saberes socialmente valorizados para uma escola que desenvolve competências e produz saberes, igualmente valorizados, além é claro, de os transmitir.
Uma escola (ou organização) que percebe a web como mais do que uma simples fonte de informação, que vislumbra a mesma como uma plataforma de aplicações e de colaboração descentralizada.
Enfim, se percebermos esta nova (?) Web 2.0 teremos mais chances de alcançar os objetivos mais clássicos da educação escolar: formar cidadãos para a sua era, especificamente, a era da informação.
Notas
- Neste novo paradigma versões finais podem nunca existir, pois a evolução é permanente.
Do Edubuntu
OBS: Este texto foi publicado originalmente no Blogue&FÃsica!

Marco Gomes said,
Junho 25, 2007 @ 1:08 am
boo!
Excelente post! Pode ser considerado um artigo de referência pra outros trabalhos sobre educação. Obrigado pelo link.
from Brazil, Marco Gomes
CTO of the boo-box team
http://boo-box.com
admin said,
Junho 26, 2007 @ 12:20 pm
Opa Marcos!
Eu é que agradeço pela excelente sÃntese do conceito de WEB 2.0
Aprendendo em Redes de Colaboração said,
Maio 19, 2008 @ 6:12 pm
Recebi meu Notebook e agora o que faço com ele?…
Você é um professor que acabou de receber seu notebook. Passado o deslumbramento inicial (ou mesmo não tendo passado ainda!) é hora de se perguntar: Como esta máquina pode melhorar o meu trabalho docente?
Obviamente que não existem respostas def…
ok said,
Setembro 25, 2008 @ 5:17 am
good site tzmflh